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Seja Bem Vindo(a) ao meu blog, aqui você poderá ler algumas poesias minhas, mas também lerá muitos desabafos e coisas idiotas rsrsrs agradeço as visitas e os possiveis comentários. JVC

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2009-2010

Aquele morre
Renasce este
Que agora grita e cala
Que não fala dos outros nem de si
Que se dá e não se importa
Que te ama e te odeia
Que bja e manda à merda
Mas o bjo agora é pro rosto seco
E a merda é pra o "rosto bonito".

ZV
Anjo da guarda

O que você pensa antes de agir?

Sempre comprei o que soava bem
agora sei que estava enganado.
os pretos e rasgados já não me confortam.

O que você vê antes de piscar?

Não sou gentil com quem devia
os amigos viram seus inimigos antes que perceba.

O que você grita antes de falar?

Sempre gritei com quem não devia
nunca falei o que gostaria de gritar aos ventos.

Pelo que batalha em seus sonhos?

Sempre corri atrás
mas nunca corri atrás do que queria.

Quem te ouve ao gritar?

anjo e amigo

Quando estou cansado de me sentir mal
abre tuas asas e me leva ao alto acima de tudo...
e bate tuas asas, até cairmos...até cairmos...de volta.

ZV

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sem ou com você?

Apenas escrevo
Ponho em papel sentimentos...
que se colocam em meio a uma confusão
de pensamentos soltos sobre você

Escrevo como um perdido
sem bússola,que não vê sentido
que dê algum sentido...em me sentir bem
perto de ti, longe de ti.

Apenas escrevo
Inútil tentativa de tecer versos,
sobre algo que não sei explicar...que não sei entender...
versos que resgatem as cores...
Ainda que sutil pigmento, que dêem vida
a este cinza absurdo...que se tornou meu arco-íris.

ZV

sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu... bem sei.
Tenho em mim todos os miseráveis aspectos
De quem anda mendigando pelas portas todos os afetos
Carregando na memória os nostálgicos adeus
Dos amores que se foram e dos que irão
Misturando toda a verdade com uma tal acusação
Paralelo à humilhação sem fim:
"Gosta um pouquinho de mim! Gosta um pouquinho de mim..."

Eu... bem que tentei.
Ter o olhar compreensivo de todas as mães
E herdar dos pais as grandes mãos
E numa simplicidade singular e qualquer
Ter um sorriso desinteressado
De um escravo que avista a liberdade mas não corre
Acreditando, atado, no cintilar golpes do chicote no passado:
"Por que não me deixa? Por que você não me deixa e morre?"

Agora, deitado, confesso, ao olhar o teto
Que só doía enquanto eu respirava
Mas aliviava quand'eu inalava
E incomodava-me o quanto meu sorriso soava gentil
Quando talvez o que mostrava era profundamente ácido

Incomodava-me o quanto meu sorriso soava gentil.

ZV